Coração de Papel

Quando criança nosso coração é uma folha de papel pronta para ser desenhada.

Com o tempo resolvemos que isso não tem mais graça e decidimos brincar de origami, diminuindo drasticamente a área do papel dedicada ao rabisco.

A graça disso tudo é que ele nunca deixou de ser aquela folha, esse seu coração pequenininho em forma de sapo sulfite ainda pode ser desdobrado e desenhado a valer.

Com ele aberto você pode colocar infinitos corações, umas cinco técnicas de dobradura, escrever sete poesias e quantos “eu te amo” quiser: Para mamãe, papai, irmão, cachorro, amigos, namorada, esposa… inclusive para aquela criança que um dia você foi.

A música nos conecta… [2]

…aos amigos, a família, a alguém especial, ao cara lá de cima e a nós mesmos.

Literalmente de A a Z, mais um set list do que tem rolado no meu fone de ouvido ;)

Aproveito para agradecer a todos que tem contribuído para minha expansão musical rs

– Acetre
– Asa
– Compadre Socó
– Dezarie
– Edith Piaf
– Euterpe
– Frank Sinatra*
– Hanggai
– Keane
– Koop
– Mantras
– Matt Costa
– Moulinex
– Paper Lions
– Pinduca
– Regina Spektor
– Tinariwen
– Trentemøller
– Two Door Cinema Club
– Wanderley Andrade
– Zaz

As Pessoas e o Caminho

Não tem como negar um quê de auto-ajuda em algumas coisas que escrevo. Mas todo esse conteúdo filosófico/espiritual eu estou colhendo por aí, e quem sou eu pra não passar adiante :P

Estava aqui pensando na forma como as pessoas estão entrando em minha vida, parece que abri uma porta e tinha um tsunami preso do outro lado.

Uma pessoa indicando outra, uma pessoa apresentando três, uma pessoa mostrando sua comunidade. Associo essas ligações a um efeito dominó, onde uma peça leva a outra… e para não soar inconscientemente que elas estão levando as outras para baixo, eu crio na minha mente um efeito dominó a lá Escher; onde as mesmas peças que derrubam, também ajudam a levantá-las :)


Relativity, Escher

Uma Cidade em Duas Rodas

Venho de uma terra onde todas as pessoas acordam com pelo menos um motoqueiro apoiado a tiracolo fazendo “bibibi”. Mas mesmo assim fiquei bem chocado quando cheguei na cidade de Benjamin Constant.

Benjamin fica no oeste do Amazonas, região de tríplice fronteira com o Peru e a Colômbia. Ela possui um pouco mais de 30 mil habitantes.

É raro ver um carro circulando por suas ruas. Nessas regiões Amazônicas o que prevalece são os barcos, mas pela facilidade/preço das motos vindas do Peru, Benjamin parece um formigueiro motorizado.

Duas cidades vizinhas: Tabatinga (Brasil) e Letícia (Colômbia) já frequentaram as páginas do Guinness Book pela proporção de motos por pessoa. Então você percebe que motoca alí é coisa séria ;)




Outra história ímpar a respeito disso, é que a cidade não possui UM posto de gasolina sequer.

É nessa hora que vem um engraçadinho e diz: – Okey Henrique, deixa de lado esse suspensezinho barato e fala logo como o pessoal abastece essas milhares de formigas de duas rodas. :P

A ausência de postos e o preço do combustível vindo do Peru faz a cidade ficar lotada de barraquinhas vendendo gasolina em garrafas pet. O apelido dado aos 2L da pet é “Cocão”, e durante minha estadia lá ele valia R$ 5,00.

Duas fotos valem mais do que mil palavras:



Tenho que aproveitar e dizer que Benjamin ficou no meu coração. Deixei uma família por lá :)

Um desses familiares é o Jacaré. Parafraseando em inglês, ele é “my brother from another mother” (meu irmão de outra mãe) heh

Olha nós aí em uma das muitas andanças pela cidade. O Jaca é um dos personagens do projeto e sua história será contada em outra oportunidade (suspense de novo? rs).

Você descobre o quanto um lugar mexeu contigo pela quantidade de lágrimas que você deixou na despedida. Eles de Benjamin vão entender bem isso ;)


Lembrança de Mosqueiro

A amizade entre fotógrafos é assim: Primeiro se fotografa e depois você pergunta se está tudo bem.

O detalhe principal da cena abaixo é que eu não estava acompanhado só de UM fotógrafo, mas sim de TRÊS. Né seus LINDOS? Hahah

Mas eu mereci, praticamente provoquei isso quando saí do carro dizendo: – Até parece que não vou até a beirada… bom, eu fui…

Tudo em busca daquele “fuckin” ângulo. Como diria um amigo meu: – Tóma Tróóóxa! Hahahah

A sequencia de fotos foram feitas pelo Luiz Marques com um iPhone. O pós-onda é da Ana Mokarzel. Como cúmplice estava presente a Priscila Martins ;)


Curiosidade: Jambu

O Jambu foi considerado por mim um dos três pilares gastronômicos do norte do Brasil, a ele fazem companhia o Açaí e o Cupuaçu.

Não falo da farinha porque ela entra no quesito Patrimônio Culinário rs

É difícil explicar a sensação que o jambu concede aos lábios e as papilas gustativas, já tentei pelo telefone e me perguntaram se o negócio era alucinógeno hahah Desde já digo que não.

A primeira experiência “séria” que tive com ele foi em um mercado popular em Boa Vista, onde experimentei sua florzinha amarela crua. Putz.

A língua primeiro indentifica um gosto fora do comum, tenta ir atrás de informações com cérebro e nada. É um leve toque azedinho-cítrico. Enquanto isso a boca inteira vai adormecendo como se quisesse tirar uma soneca na rede após o almoço. Neste ambiente adormecido surge um frescor quando se respira, similar ao efeito que as balas de menta deixam quando se toma água junto. Isso pode viciar, e não é droga :)

Na culinária local é utilizado o combo flor+folha, sua textura é similar a folha do brócolis ou do espinafre.

Já comi o jambu no tacacá, damurida, arroz, crepe, coxinha, pizza… impossível não se apaixonar :)

Curiosidade: Gaiola, Catraia, Peque Peque, Pôpôpô

Essa não é a sua realidade, capiche? rs

Quer dizer, você mora do lado do rio e utiliza um barquinho como meio de transporte? Caso more, então você deve saber pelo menos o significado de uma dessas palavras :)

Esses quatro nomes estranhos são embarcações fluviais facilmente vistos nos rios aqui de cima.

Saiba diferenciá-los:

Gaiola

Catraia

Peque Peque

Pôpôpô

A Vida no Norte: Blogs

Você é curioso para saber como funciona a vida fora de São Paulo? Venho por meio desta apresentar dois blogs que mostram exatamente isso rs

O primeiro é do meu querido amigo Alta e se chama Impressões Amazônicas. Ele agora se encontra em Boa Vista, mas o cara tem rodinhas nos pés e circula por quase toda essa Amazônia :)

O segundo se chama Paraulistano, e mostra as aventuras de um paulistano anônimo em Belém heh