Uma Cidade em Duas Rodas

Venho de uma terra onde todas as pessoas acordam com pelo menos um motoqueiro apoiado a tiracolo fazendo “bibibi”. Mas mesmo assim fiquei bem chocado quando cheguei na cidade de Benjamin Constant.

Benjamin fica no oeste do Amazonas, região de tríplice fronteira com o Peru e a Colômbia. Ela possui um pouco mais de 30 mil habitantes.

É raro ver um carro circulando por suas ruas. Nessas regiões Amazônicas o que prevalece são os barcos, mas pela facilidade/preço das motos vindas do Peru, Benjamin parece um formigueiro motorizado.

Duas cidades vizinhas: Tabatinga (Brasil) e Letícia (Colômbia) já frequentaram as páginas do Guinness Book pela proporção de motos por pessoa. Então você percebe que motoca alí é coisa séria ;)




Outra história ímpar a respeito disso, é que a cidade não possui UM posto de gasolina sequer.

É nessa hora que vem um engraçadinho e diz: – Okey Henrique, deixa de lado esse suspensezinho barato e fala logo como o pessoal abastece essas milhares de formigas de duas rodas. :P

A ausência de postos e o preço do combustível vindo do Peru faz a cidade ficar lotada de barraquinhas vendendo gasolina em garrafas pet. O apelido dado aos 2L da pet é “Cocão”, e durante minha estadia lá ele valia R$ 5,00.

Duas fotos valem mais do que mil palavras:



Tenho que aproveitar e dizer que Benjamin ficou no meu coração. Deixei uma família por lá :)

Um desses familiares é o Jacaré. Parafraseando em inglês, ele é “my brother from another mother” (meu irmão de outra mãe) heh

Olha nós aí em uma das muitas andanças pela cidade. O Jaca é um dos personagens do projeto e sua história será contada em outra oportunidade (suspense de novo? rs).

Você descobre o quanto um lugar mexeu contigo pela quantidade de lágrimas que você deixou na despedida. Eles de Benjamin vão entender bem isso ;)


6 comentários em “Uma Cidade em Duas Rodas

    • Tá pensando o quê? Hahah Ganhei ela na noite anterior enquanto comia um ovo no espeto. Uhu! Hahah

      Para quem gosta de ler o post e também os comentários… foi graças ao Alta que conheci todo esse pessoal em Benjamin :D

Leave a Reply to Altamiro Vilhena Cancel reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *