Primeiras Impressões

Diretamente da bibliteca da Universidade Federal de Roraima começo a escrever o primeiro diário de borbo 15 dias após minha saída de São Paulo.

Boa Vista – RR, 25 de janeiro, aniversário de SP – 13:13 horário local (15:13 horário de Brasília).

Logo de cara é possível sentir a diferença de clima, aqui o calor é constante, só que não possui a umidade característica do Norte, transformando a cidade em um lugar bem suportável.

Fui recepcionado extremamente bem pelo Altamiro Vilhena, editor do fantástico blog Impressões Amazônicas, escoteiro e de quebra, médico pediátra que trabalha com saúde indígena ;) Vale dizer que quem me apresentou o Alta foi um grande amigo em comum chamado Mauro Lages.
Percebam aqui como a internet é louca e aproxima o mundo em um clique: O Mauro mora em Rio Grande (Extremo Sul), eu morava em São Paulo e o Alta em Boa Vista (Extremo Norte), depois de uma pequena troca de e-mails já deu para sentir a receptividade nortista made in Rio de Janeiro associada ao coração escoteiro do Alta, coisa de outro mundo para quem está acostumado com a desconfiança um tanto rude dos paulistas.

Logo que cheguei, jogamos minhas coisas no porta malas e já seguimos para uma comunidade indígena próxima de Boa Vista chamada Tabalascada, onde vivem duas etnias: Wapichana e Macuxi.

Sair de São Paulo diretamente para uma aldeia indígena, mesmo que “urbanizada” e próxima da cidade, é completamente o oposto do que estava sendo meu dia a dia. A terra batida, o calor, os índios, os médicos, enfermeiros e dentistas. Em duas horas fui praticamente apresentado ao mapa do Brasil, todos funcionários dos mais diversos lugares que chegam para trabalhar aqui.

Se eu queria fugir da rotina, foi esse o cartão de visitas que recebi ;)

Início da produção da farinha de mandioca.

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