O 28mm já publicou em outras oportunidades informações e matérias sobre o crack, droga altamente viciante que consegue destruir a vida de uma pessoa em muito pouco tempo. Isso levou o fotojornalista Victor Moriyama a procurar o blog e mostrar suas impressões sobre esse sério problema social.
O Crack se instalou nas principais cidades do planeta, tornando-se uma espécie de epidemia socialmente incontrolável e com consequências destruidoras para os usuários. Tive a oportunidade de registrar alguns usuários nas regiões centrais das cidades de São Paulo e São José dos Campos (SP) e notar traços de uma permanente inquietação. Alguns personagens após o uso mostravam um comportamento transtornado, e as alucinações eram constantes. Muitos me relataram seu desejo em sair do vício, qualificado como incontrolável, mas esbarravam na falta de amparo do Estado em oferecer clínicas de tratamento. Suas histórias de vida relatavam o verdadeiro drama de quem vive na rua, e se desligaram do convívio social com família e amigos. Especialistas indicam que o ápice do efeito da droga se da nos 3 primeiros minutos e pode se prolongar, de forma reduzida, até 10 minutos. Trata-se de um efeito rápido, de curta duração o que leva os usuários a querem estar novamente sob efeito da droga. Estima-se que um viciado pode chegar a morte em 7 anos ao usar a droga todos os dias.
O Crack é fabricado a partir da mistura de bicarbonato de sódio com uma pasta de cocaína. A palavra crack vem do inglês “to crack” associado ao barulho que as pedras fazem quando queimadas. O Crack é fumado em cachimbos improvisados ou em latas de alumínio e conta com o auxílio das cinzas de cigarro colocadas em baixo da pedra durante o consumo. Nas bocas de fumo o valor da pedra de crack é padronizado e custa em média 5 reais.







Texto e fotos: Victor Moriyama
















