Arquivado em Outubro, 2011

História de Pescador

Por Henrique Manreza - 16 de Outubro de 2011- 3 Comentários

Passei este sábado completamente offline, perdido nos cafundós de Parelheiros com o mestre fotógrafo e pescador Evandro Monteiro. Aceitei o convite de ir pescar com ele pela diversão e pelo bate papo sempre dez, pois já sabia que minha veia de pescador tinha ficado em outra vida.

Como foi um passeio extremamente divertido, resolvi mostrar um pequeno relato fotográfico deste dia frio e chuvoso, repleto de cerveja, barro e poucos peixes ;)

Selecionei somente 3 fotos para ilustrar este post, para ver todas as 16 clique aqui.

É com todo prazer apresento Evandro Monteiro, fotojornalista vencedor do prêmio Esso em busca do seu Pacu… rs


Fotos Henrique Manreza/28mm

Parceiros de Rolê

Por Henrique Manreza - 12 de Outubro de 2011- 12 Comentários

Mais uma histórinha da série fotografar por tesão…

Hoje em pleno feriadão eu acordei cedo e resolvi caminhar por São Paulo (Paulista-Consolação-Minhocão-Barra Funda), ao contrário de quem corre e faz 10km em 30 minutos, os mesmos 10km nos pés de alguém com uma câmera na mão pode tranquilamente levar mais de três horas :)

Eu nunca tinha ido andar no Minhocão (Elevado Costa e Silva), mas já tinha visto milhares de fotos e sempre achei animal, porém a preguiça nunca me deixava ir, então hoje resolvi que ele seria o objetivo.

Achei impressionante como a galera vai para fazer exercício, isso misturado com o visual surreal das janelas dos prédios na sua cara, tudo se torna altamente fotografável. Mas o que mais gostei foi ver a quantidade de pessoas passeando com seus cachorros, muita gente mesmo, de todos os estilos possíveis.

Então sentei na ilha central, e fiquei por um bom tempo observando as pessoas e resolvi me impor um desafio, e me sinto orgulhoso em dizer que o resultado dele está logo abaixo. Pessoas, cachorros e o Minhocão.

Uma curiosidade: Sabe aquele ditado de “gentileza gera gentileza”? Pois bem, durante todo o trajeto eu não recebi um não sequer, todos foram fantásticos comigo e no único momento em que um casal pensou em recusar posar, passou pela gente a Lucia com a fofa da Thai (que eu tinha fotografado no começo do percurso) e gritou: – Tchau Henrique, bom trabalho. Abri um sorriso enorme e dei tchau. Nisso qualquer dúvida ou receio que o casal tinha sumiu e fizemos as fotos ;)

Manuel acompanhado do Ralf e Cristina acompanhada do Boris.

Cassius acompanhado do Chio e Conceição acompanhada do Paçoca.

Carlos acompanhado de Sandy&Junior e Marlene acompanhada de Toni e Nicole.

Antonio Carlos e Lidiane acompanhados da Ursula e Lucia acompanhada da Thai.

Francisco acompanhado de Toy e Snoopy e Cosme acompanhado do Samy.

Gerard acompanhado da Luna e Chai e Adrian acompanhados da Amora.

Marlene acompanhada da Priscila e Silvia acompanhada do Pretinho.

Fotos Henrique Manreza/28mm

Viver de fotografia é…

Por Henrique Manreza - 10 de Outubro de 2011- 17 Comentários

É engraçado como as vezes nos deixamos levar pela vida, pelas conquistas, pela rotina, e nos esquecemos da essência.

Eu comecei a fotografar por gostar das pessoas, sempre vi a câmera fotográfica como um elo perfeito entre o ser humano e seu trabalho, sou muito curioso em conhecer gente nova e aquilo que elas fazem (sejam elas quem for), e isso sempre me motivou.

Esse sempre foi o carvão que fez a Maria Fumaça andar… mas em um determinado momento deixei de fazer isso pelo prazer e transformei o que eu tinha tesão em obrigação. Segue aqui a minha única dica pra você que está lendo esse texto: NUNCA transforme aquilo que você ama fazer em uma obrigação, NUNCA! Seja lá a profissão que vc decidiu trilhar.

Recentemente um tsunami passou por aqui e me fez abrir os olhos para o que tinha acontecido. Apesar de trabalhar fotografando pessoas todos os dias, nunca me senti tão longe daquela fotografia que eu sempre amei. Podem me chamar de ingênuo, mas guardo todo aquele romantismo ainda dentro de mim, e na boa, prefiro continuar um ingênuo do que detonar tudo aquilo que acredito.

Todo esse desabafo é para contar uma pequena história que vivi e senti hoje, algo pequeno mas que faz toda a diferença na construção do caráter do ser humano.

Hoje optei em pular o almoço e caminhar por conta própria pela Av. Paulista com minha câmera e uma lente. Coloquei meu fone de ouvido no último volume e me deixei conectar com tudo que estava na minha volta, é uma sensação foda você fotografar não tendo que agradar ninguém, é você e seu instinto. Experimente!

Quando eu estava no MASP vi um “hippie” vendendo petecas, foi o único momento que me permiti abaixar meu fone de ouvido, pois parecia que ele estava esperando alguém pra conversar… me aproximei e me apresentei, nisso conheci o Piauí.

O cara é um figura e todo mundo já deve ter passado por ele sem reparar, o Piauí disse que trabalha no vão do MASP há mais de 10 anos. Ele me contou seus projetos, explicou seu trabalho, comentou que não utiliza drogas, e que por usar dreadlocks no cabelo, muitas crianças de rua brincam o chamando de Bob (Marley) e perguntam se ele não possui um baseado, é nessa hora que ele conversa e tenta sensibilizar mostrando que esse não é o caminho.

Enquanto conversávamos também tive o prazer de conhecer a Maria Gorete, terapeuta ocupacional de Natal-RN, que está em São Paulo em um congresso e resolveu passear na Paulista, ela amou as petecas, jogou com o Piauí e nos explicou que a peteca é um brinquedo mágico para as crianças que ela trabalha, é um estímulo fantástico e sempre arranca um sorriso de quem está do outro lado.

“Nunca perca o seu sorriso! Se você quer dormir no chão durma, mas nunca deixe de SORRIR. Se eu morrer amanhã, vou morrer sem sorrir? não! por isso vou SORRIR…” Piauí

Me deixei ficar alí por quase uma hora, doei algumas palavras e o que eu recebi em troca realmente não tem preço, isso meus queridos, se chama deixar viver, isso pra mim é dose dupla de carvão que a Maria Fumaça estava precisando.


Fotos Henrique Manreza/28mm

Categorias: Fotojornalismo

Mundo Digital

Por Henrique Manreza - 5 de Outubro de 2011- Comentar

O mundo nunca esteve tão digital, e brincando com a “impressão digital”, ele nunca esteve tão touch; As plataformas que brigavam para não falar a mesma língua se esforçam para agradar o usuário que agora exige isso.

Sem falar na conectividade, o mundo está online e free for chat, hoje você pode pedir comida por e-mail, arranjar o telefone de um petshop em segundos e como bônus ganha o mapa para chegar lá, eu mesmo estou dentro de um ônibus lotado dando o último tapa neste post no aplicativo do blog pro celular, e olhem que só estou descrevendo detalhes do cotidiano de muita gente.

Ainda não sei identificar se isso é bom ou ruim, muitos prós e contras circulam na minha cabeça enquanto escrevo sobre o assunto. Eu que sempre pensei num futuro com skates voadores, ainda fico impressionado com o avanço de certas coisas, #fato.


Henrique Manreza/28mm